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Procedimentos para aquisição das publicações da ANPOCS:
1) Enviar o pedido por e-mail
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2) Indicar o endereço para o cálculo do frete e envio do título;
3) A secretaria da ANPOCS retornará ao contato indicando a disponibilidade do título, os tipos de frete e o valor total (título + frete) a ser depositado na conta da Associação (ANPOCS: Banco do Brasil - Ag: 3559-9 - Cc: 15801-1)
4) Após a transação bancária, enviar o comprovante de pagamento por e-mail
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5) A confirmação do pedido será por e-mail e o título seguirá via correio, de acordo com o tipo de frete escolhido.
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As Ciências Sociais e os pioneiros nos estudos sobre crime, violência e direitos humanos no Brasil: de Renato Sérgio de Lima e José Luiz Ratton (orgs.), São Paulo, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Urbania, Anpocs, 2011
ISBN: 978-85-65102-00-1
R$ 48,00
Descrição: Que a ideia de
realizar e produzir este livro tenha sido meramente concebida já é fato
bastante revelador. Reflete o rápido crescimento de um novo campo de
estudo cujas raízes se encontram em diversas disciplinas das ciências
sociais, mas cuja origem reflete uma das questões mais urgentes da
atualidade, qual seja, a crise resultante do aumento das taxas de
violência e criminalidade, bem como a incapacidade dos sistemas
judiciários e de segurança pública em lidar com a situação de forma
adequada e com respeito à pessoa humana. Este livro constitui uma
radiografia arqueológica desse novo campo. Explora, com cada
entrevistado, a origem de seu interesse no assunto, as raízes
intelectuais que influenciaram e informaram esse interesse, assim como a
trajetória que levou cada um desses estudiosos pioneiros a contribuir e
influenciar esse campo. (Elizabeth Leeds).
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Individualismo holista: Uma articulação crítica do pensamento político de Charles Taylor: de Diego Gualda de Lima, São Paulo, Paco Editorial, Anpocs, 2011.
ISBN-13: 978-85-64367-10-4
R$ 52,00
Descrição: Este livro é resultado de um trabalho de Mestrado no Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo. Trabalho excepcional, de altíssima densidade teórica e relevância temática, por isso merecedor do Prêmio de Melhor Dissertação de Mestrado do Concurso Brasileiro de Obras Científicas e Teses Universitárias em Ciências Sociais, edição 2010, da ANPOCS. A obra tem a virtude de trazer ao público brasileiro uma discussão abrangente do pensamento do filósofo canadense Charles Taylor, um dos mais profundos e influentes da atualidade. Embora o autor, em sua modéstia, diga tratar-se de uma “introdução”, o livro é muito mais do que isso. O fio condutor da discussão proposta por Diego Gualda em relação ao autor canadense é o conceito de “individualismo holista”. O livro explora as diversas implicações dessa concepção e mostra como elas efetivamente dialogam com as outras dimensões, mais sistemáticas, da filosofia de Charles Taylor. Em particular, o livro reconstrói maravilhosamente a sua teoria da história, que naturalmente desemboca na discussão sobre o significado da Modernidade, para em seguida retornar aos temas mais propriamente ligados à teoria política.
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Horizontes das ciências sociais. Antropologia: Coordenador geral Carlos Benedito Martins; Coordenador de área Luiz
Fernando Dias Duarte. - São Paulo: Anpocs, Co-edição com o Instituto Ciência Hoje,
Editora Barcarolla e Discurso Editorial. 2010. 488p.
ISBN 978-85-98233-53-6
R$ 45,00
Descrição: Os textos que compõem esta coletânea foram
encomendados com o objetivo explícito de apresentar o estado da arte de
cada disciplina, mapeando o percurso e/ou evolução intelectual da
discussão do campo temático escolhido na respectiva área de
conhecimento, bem como suas perspectivas futuras. Tratava-se assim,
fundamentalmente, de buscar uma apresentação tão objetiva quanto
possível. Sabe-se, porém, que a organização das Ciências Sociais, por
força de sua condição interpretativa, não se dá por superação de
paradigmas, mas pela sua continuada convivência e diálogo. Isso não
permite a referência a um único plano de análise, embora certamente
exija de cada autor a melhor consciência da posição no campo que lhe
faculta privilegiar um determinado plano em detrimento de outros. Assim,
a classificação que se apresenta em cada artigo é objetiva apenas na
medida em que seu autor deixa claro, mesmo que de modo implícito, o viés
que o institui. Em alguns casos aqui presentes, a dimensão opinativa
tornou-se mais evidente, certamente no intuito de esclarecer a
inevitável parcialidade. A única possível garantia da “cientificidade”
de nossos saberes é esta: a de manter a dúvida e o debate sempre
abertos, submetendo cada enunciado à crítica comparada, histórica e
empírica. (Por Luiz Fernando Dias Duarte).
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Horizontes das ciências sociais. Ciência Política: Coordenador geral Carlos Benedito Martins; Coordenador de área Renato Lessa. - São Paulo: Anpocs, Co-edição com o Instituto Ciência Hoje,
Editora Barcarolla e Discurso Editorial. 2010. 402p.
ISBN 978-85-98233-54-3
R$ 45,00
Descrição: Os capítulos incluídos nesta coletânea, de modo não exaustivo, pretendem sugerir tanto algumas direções possíveis assumidas pelo conhecimento político sistemático no país, como dar uma ideia de sua diversidade. Fará mal o leitor orientado pela compulsão e pela pressa de escolher, aferrar-se ao que lhe parecer ser o “melhor” ângulo. Fará melhor se aderir ao debate. (Por Renato Lessa)
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Horizontes das ciências sociais. Sociologia: Coordenador geral Carlos Benedito Martins; Coordenadora de área Heloísa T. de Souza Martins. - São Paulo: Anpocs, Co-edição com o Instituto Ciência Hoje,
Editora Barcarolla e Discurso Editorial. 2010. 496p.
ISBN 978-85-98233-55-0
R$ 45,00
Descrição: Na resumida apresentação dos textos que compõem este volume referente à Sociologia, o leitor poderá encontrar algumas evidências que indicam o trânsito dos autores por esses tipos de sociologia elaborados por Burawoy. A riqueza da discussão a respeito desses campos temáticos fornece, sem dúvida, excelente material de reflexão e de contribuição para os que se dedicam à carreira acadêmica e para aqueles que pretendem melhor conhecer a Sociologia e sua produção científica. Para eles, espero que faça sentido a promessa da Sociologia tal como concebida por Wright Mills (1965, p. 28-29) há mais de cinquenta anos, mas que ainda continua viva para todos que a praticam: “Em suma, creio ser o que se pode chamar hoje de análise clássica um conjunto estável e utilizáver de tradições; que sua característica essencial é a preocpação com as estruturas sociais históricas; e que seus problemas são de relevância direta para as questões públicas urgentes e para os problemas humanos insistentes. Também acredito que há hoje grandes obstáculos no caminho da continuação dessa tradição – tanto dentro das Ciências Sociais como de seus meios acadêmico e político – mas que, não obstante as qualidades de espírito que a constituem se estejam tornando um denominador comum de nossa vida cultural geral e que, por mais vaga e por mais confusa que seja a variedade de disfarces, a necessidade delas está começando a ser experimentada”. (Por Heloísa Martins).
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Por uma história do político: Pierre Rosanvallon; tradução de Christian Edward Cyril Linch. - São Paulo: Anpocs, Alameda. 2010. 104p.
ISBN 978-85-7939055-5
Descrição: Professor do Colégio de França, Pierre Rosanvallon é um dos mais importantes politólogos e historiadores da atualidade. Autor de mais de doze livros, quase todos traduzidos em diversos idiomas, é de se lamentar que apenas dois dos primeiros entre eles tenham sido traduzidos no Brasil. Contendo seus dois principais textos metodológicos no âmbito da história do político, o presente volume intenta contribuir para amenizar esse quadro desalentador e encorajar a tradução de suas obras maiores. Refiro-me em particular à sua primeira trilogia, versando obre a história da democracia francesa - Le Sacre du Citoyen, Le Peuple Introuvable e La Démocratie Inachevée - e sua nova trilogia sobre a teoria da democracia, cujas duas primeiras partes já vieram à luz - La Contre-Démocratie e La Legitimité Démocratique. De natureza mais informativa que reflexiva, o texto seguinte não ambiciona mais que apresentar o pensamento de Rosanvallon no contexto daquela que chamo aqui a Escola Francesa do Político, de que é ele hoje, ao lado de Marcel Gauchet, o mais eminente e conhecido representante. (Por Christian Edward Cyril Lynch).
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Trevas sobre a luz: O Underground do heavy metal extremo no Brasil: Leonardo Carbonieri Campoy - São Paulo: Anpocs, Alameda, 2010. 320p.
ISBN 978-85-7939-056-2
R$ 42,00
Descrição: Trevas na cidade. O Underground do Metal Extremo no Brasil, de Leonardo Carbonieri Campoy, é um primoroso estudo de antropologia urbana sobre um tema desafiador. À primeira vista, o gênero musical abordado repele os não aficionados. Esse é um efeito desejado e explícito da ideologia que o acompanha. O metal extremo produz um som “pesado”, isto é, radicaliza a elaboração artística de uma sonoridade brutal e acelerada, da afinação distorcida, do vocal gutural; vem acompanhado de um imaginário que estiliza o mal, o abjeto, o horror. Pouco a pouco, mas firmemente, tudo isso se torna objeto de um fascinante percurso antropológico pelos meandros desse mundo social. O underground emerge como prática urbana complexa e múltipla, organizada em torno da composição, audição, apresentação, gravação, distribuição e venda de certo estilo de música, o metal extremo, cuja natureza e particularidade se trata de compreender. (Por Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti).
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A Constituição de 1988 - Passado e Futuro: Maria Alice Rezende de Carvalho, Cícero Araújo e Júlio Assis Simões (orgs.); Alexandre Barbosa Fraga... (et al) - São Paulo: Anpocs, Aderaldo & Rothschild: 2009. 273p.
ISBN 978-85-7970-002-6
R$ 45,00
Descrição: Este livro é resultado do Concurso Anpocs - Fundação Ford de Melhores Trabalhos sobre a Constituição de 1988 – Edição 2009. O concurso faz parte de um projeto de cooperação entre as duas entidades, iniciado em 2008 com uma série de atividades, inclusive esse Concurso. A Anpocs publica aqui os oitos trabalhos premiados. Todos eles discutem diferentes aspectos do tema tais como: a análise da estrutura conceitual da Constituição e suas implicações na dinâmica da produção legislativa; a análise constitucional comparada; o acompanhamento da implementação de novos direitos; e reflexões sobre o processo político mesmo que levou à elaboração da atual Carta. Com a publicação de mais este livro, a Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais) reitera seu compromisso de continuar fomentando a reflexão rigorosa sobre esse tema tão candente da vida social e política de nosso país, tema que aliás é pauta de seus fóruns de discussão desde os anos inaugurais de sua existência como um dos grandes pólos agregadores da inteligência nacional. (Organizadores).
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A constituição de 1988 na vida brasileira: Ruben George Oliven, Marcelo Ridenti e Gildo Marçal Brandão (orgs.); Fernando Limongi... (et al). - São Paulo: Aderaldo & Rothschild: Anpocs, 2008. 400p.
ISBN 978-85-60438-82-2
R$ 40,00
Descrição:O resultado do livro é um conjunto de ricos textos em que destacados cientistas sociais analisam nossa atual Constituição sob seu ângulo de especialidade, mostrando ao leitor as implicações que ela tem no cotidiano. É interessante como o Supremo Tribunal Federal, que é uma corte constitucional, está cada vez mais no foco das atenções da sociedade brasileira. Ele tem se debruçado sobre questões candentes como pesquisa com embriões humanos, terras indígenas, políticas de ações afirmativas. Esses temas são centrais hoje em dia e estão na mídia e nos debates cotidianos. A discussão de sua constitucionalidade significa que o Brasil está se dando conta que sua Constituição é um texto jurídico da maior importância para a vida de todos nós. A ANPOCS não poderia se furtar a esse debate. (Organizadores).
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Moçambique - Identidade, colonialismo e libertação: José Luís Cabaço. - São Paulo: Anpocs, Aderaldo & Rothschild, 2009. 360p.
ISBN 978-85-7139-952-5
R$ 49,00
Descrição: Em Moçambique: identidades, colonialismo e libertação, José Luís Cabaço interpela seu contato com as fontes, com os clássicos das ciências sociais e com os volumes da historiografia portuguesa e moçambicana com suas própria memórias. Como para qualquer moçambicano, rememorar não constitui um exercício de nostalgia: quando José Luís se lembra, e faz eco à canção e à exigência de Samora Não vamos esquecer!, ele nos fala dos conflitos presentes do se país. De um pré-colonial que se adivinha aqui e ali e se anuncia numa possível interpretação da guerra civil recente; de um colonial que se respira na divisão urbana da cidade capital, nas relações entre patrões e empregados nos dias atuais, nos comportamentos assumidos por brancos que chegam em Moçambique ou retornam a este país, por negros que ascenderam; de um pós-colonial que se prometeu e se promete nas histórias dos heróis.
O texto de José Luís Cabaço confronta sua memória com a memória de seus interlocutores, e sua memória com os clássicos que se debruçaram sobre o colonialismo que dominou o continente africano ao longo de boa parte do século XX. A etnografia aqui não constitui uma parte separada do texto. Seus interlocutores narram o que viveram e o que, sabem, foi vivido, da mesma forma que Cabaço não abre mão da sua memória e de se situar no contexto presente. Em seu texto, ele nos relata um entrelaçar de histórias, que também é a sua. E sem para isso se transformar numa espécie de eixo central da narrativa, tão ao gosto de uma certa antropologia pós-moderna que, por sorte, parece ter ficado para trás. A experiência colonial de Cabaço surge lado a lado com a daqueles que com ele conversaram ao longo de sua pesquisa, e com aquelas que estão um pouco por toda a parte, de norte a sul do país. (Por Omar Ribeiro Thomaz)
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O Romancista e o engenho. José Lins do Rego e o regionalismo nordestino dos anos 1920 e 1930: Mariana Chagur. - São Paulo: Anpocs, Aderaldo & Rothschild: Anpocs, 2009. 192p.
ISBN 978-85-7970-001-9
R$ 35,00
Descrição: O leitor encontra neste ensaio de Mariana Chaguri uma contribuição das mais expressivas para compreender o universo literário de José Lins do Rego. E isto não apenas porque a autora deslinda, com recursos que aliam pesquisa cerrada e intuição criadora, os temas mais vivos hoje no centro da fortuna crítica do autor do Menino de engenho. Mas, sobretudo, porque o curso leve de sua escrita, inteiramente avesso ao pesado jargão do discurso acadêmico, refaz com elegância e clareza o controverso itinerário do escritor, desde a fase inicial das disputas, no Recife, entre regionalistas e futuristas, ainda sob a influência intelectual do mestre Gilberto Freyre, até à fase da merecida consagração literária, já no Rio de Janeiro, quando se transforma numa estrela de ponta do célebre catálogo da Editora José Olympio. Com a novidade de que, entre um momento e outro, o ensaio vai re-iluminando as projeções da memória, desdobrada a partir da ficção, mas também da história, – a das idéias e a do homem, – coisa que poucas vezes, como aqui, se pode ver tão bem desenvolvida, seja na crônica de Lins do Rego, seja na articulação de sua narrativa ficcional, seja ainda nos temas ainda pouco visitados de seu legado crítico. Por Antônio Arnoni Prado
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O bandido que virou pregador. A conversão de criminosos ao pentecostalismo e suas carreiras de pregadores: Mariana Côrtes. - São Paulo: Anpocs, Aderaldo & Rothschild: Anpocs, 2007. 253p.
ISBN 97-85-60438-33-4
R$ 35,00
Descrição:
O Bandido que virou pregador é um livro surpreendente. Mostra-nos bandidos que se converteram ao pentecostalismo, a maioria dentro das prisões, e que uma vez em liberdade encontraramum outro meio de vida, fazendo-se pregadores que vivem doexpediente de apresentar seus testemunhos em igrejas, escolas, presídios e eventos religiosos. GAnham também com a venda de cassetes, CD's e DVD's que exploram suas histórias fantásticas no mundo do crime. São testemunhos de indivíduos supostamente irrecuperáveis, cuja regeneração só pode ser explicada pelo milagre. Quanto mais espetacular, perversa, temível e sanguinária a carreira criminosa,maior a força do milagre divino. (Por Reginaldo Prandi)
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Do dom à profissão - A formação de futebolistas no Brasil e na França: Arlei Sander Damo. - São Paulo: Anpocs, Aderaldo & Rothschild: Anpocs, 2007. 359p.
ISBN 978-85-60438-34-1
R$ 40,00
Descrição: Ao contrário do que se imagina seguidamente, para ser jogador de futebol não basta talento. A formação de futebolistas é um processo extremamente competitivo: em torno de 5.000 horas de investimentos realizados diretamente no corpo, através de rotinas altamente disciplinadas, extenuantes e monótonas. Os dispositivos usados na produção de jogadores constituem-se numa série extensa e heteróclita de elementos, entre os quais se destacam os centros de formação, as técnicas de recrutamento de talentos precoces, as tecnologias de treinamento, os especialistas, as redes de agenciamentos e as normas legais, entre outros. Articulados a partir de lógicas distinta, tais dispositivos cumprem estrategicamente a função de prover o mercado de pés-de-obra, atendendo as demandas de times vinculados a clube que, por seu turno, representam comunidades afetivas. Este livro explicita a trama social e simbólica que constitui o poder de sedução da profissão de jogador. A partir de um detalhado estudo etnográfico, realizado no Brasil e na França, o livro explora as práticas dos agentes e das agências que gravitam no entorno de jovens em vias de converterem o dom em profissão.
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Os afectos mal-ditos: o indizível nas sociedades camponesa: Paulo Rogers Ferreira. - São Paulo: Anpocs, Aderaldo & Rothschild: Anpocs, 2008. 257p.
ISBN 978-85-60438-83-9
R$ 35,00
Descrição: Muitas são as linhas de fugas veladas sobre o camponês brasileiro nos textos oficiais, oriundos de múltiplas academias e nomes de grande relevânci. Ora, tais linhas ocupam na presente pesquisa um lugar primordial. É assim, que o silêncio sobre o corpo ou sobre a " a parte mal-dita" do desejo camponês encontra no autor um espaço, uma sensibilidade, uma vitalidade, uma ética e uma economia dos afectos raramente percebidas nas pesquisas realizadas no Brasil sobre o tema abordado.
Neste contexto, não se trata mais de sociedades camponesas, todavia, de criação de um imaginário enganador no qual o homem docampo não se encontra, não se vê, não existe, não está em devir. Ele é, sobremaneira, a diferença, o nã-dito das emoções, o indivizíve, a parte mla-dita, velada. Ele é o segredo dos segredos. Ele se aproxima, antes, de uma categoria nostálgica que de um agente social.
Neste sentido, muitas são as contribuições de Paulo Rogers Ferreira neste livro, visivelmente jovem, livre, alegre, de uma alegria de sabe, conhecer, pesquisar e, sobremodo, de uma alegria como força maior do conhecimento. Uma alegria-corpo.
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Situação-Limite e memória - A reconstrução do mundo dos familiares de desaparecidos da Argentina: Ludmila da Silva Catela. - São Paulo: Anpocs, Aderaldo & Rothschild: Anpocs, 2001. 399p.
ISBN 85-271-0572-1
R$ 25,00
Descrição: De 1976 a 1983 a ditadura militar instalada na Argentina prendeu, torturou e exterminou dezenas de milhares de opositores do regime. Em trabalho exemplar, Ludmila Catela analisa esse período, buscando entender reações e sentimentos dos familiares de prisioneiros e desaparecidos políticos. Trata-se de uma pesquisa de grande fôlego que faz uso de fontes ricas e variadas. O ponto de partida para explicar o drama vivido pela sociedade argentina foi a cidade de La Plata, a capital da província de Buenos Aires. Além do enorme valor intelectual, o livro denuncia uma situação política, em que a violência sem limites que se alastrou por toda parte deixou marcas profundas e cicatrizes até hoje abertas. Mostra ainda como a dignidade e a indignação das pessoas mais próximas das vítimas da ditadura militar foram capazes de produzir reações que mobilizaram o povo, contribuíram para elevar sua luta, multiplicar seus efeitos e recriar o cenário da busca de um país mais justo e democrático. Por Dulce Pandolfi, PDOC, Fundação Getúlio Vargas
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O Rebelde esquecido - Tempo, vida e obra de Manoel Bomfim: Ronaldo Conde Aguiar. - São Paulo: Anpocs, Aderaldo & Rothschild: Anpocs, 2000, 561p.
ISBN: 85-7475-015-8
R$ 25,00
Descrição: ... este livro constitui um resgate e uma proposta. Resgate de um intelectual pouco conhecido, cuja obra, tão fecunda quanto generosa, foi festejada por gente como Moacyr Werneck de Castro, Franklin de Oliveira e Raymundo Faoro; e proposta de trabalho fundada nos ensinamentos de Florestan Fernandes, para quem é essencial se chegar ao autor, como método de compreensão do seu discurso e da sua prática política. “O impulso criador”, disse Florestan, “vem da pessoa. A obra é um produto”.
Esta é, portanto, a grande novidade de O rebelde esquecido: estabelecer um ponto de equilíbrio entre a biografia centrada exclusivamente nos fatos e atos da vida do biografado e a biografia baseada apenas no contexto histórico. O conceito de biografia sociológica e crítica aqui adotado fundamenta-se na idéia de fusão dos elementos individuais e coletivos da biografia. Escrito inicialmente como tese de doutoramento, O rebelde esquecido procurou estudar a obra de Manuel Bonfim (1868-1932) – a quem Darcy Ribeiro definiu como “o Intérprete mais lúcido que tivemos no Brasil e em toda a América Latina, da natureza do racismo” – e buscar, na sua trajetória pessoal, respostas a duas ordens de perguntas: como pôde ele construir suas idéias e reflexões, tão opostas e díspares das idéias e reflexões do seu tempo? Quais as razões e motivos que o transformaram num rebelde esquecido?...
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Coleções e expedições vigiadas: Luís Donisete Benzi Grupion. - São Paulo: Anpocs, Aderaldo & Rothschild: Anpocs, 1998. 341p.
ISBN 85-271-0467-9
R$ 20,00
Descrição: Encarando as ciências como produtos da pesquisa, e esta como uma modalidade de produção de novos conhecimentos científicos, pode-se reconstituir a trajetória histórica de ambas através da análise de acervos documentais abrangentes, que obviamente não se resumem apenas aos trabalhos científicos elaborados pelos próprios pesquisadores. Esses trabalhos, na verdade, constituem tão somente uma “ponta do iceberg” – isto é, a parte mais visível de um processo bem mais amplo e mais profundo. Trata-se de um processo sujeito à interação de vários tipos de fatores, desde os de natureza cognitiva (epistemológicos e metodológicos) até os de caráter político e administrativo, todos os detentores de uma importância específica.
O processo em questão é tornado inteligível por este livro, voltado para o estudo de um período crucial da história da Antropologia no Brasil, com base na documentação remanescente do antigo Conselho de fiscalização das Expedições Artísticas e Científicas no Brasil. Este foi um órgão do governo federal que funcionou ativa e intensamente entre 1933 e 1968, autorizando e supervisionando os trabalhos de campo dos pesquisadores estrangeiros que aqui vieram estudar nossos grupos indígenas. Figuram nos seus arquivos dossiês de brasilianistas como Charles Wagley, e de grandes expoentes da Etnologia, como Claude Lévi-Staruss e Curt Nimuendajú, cujas atividades na época são devidamente acompanhadas e analisadas, configurando uma obra de referência sobre as mesmas, e sobre o próprio desenvolvimento recente da disciplina.
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Negócio Público e Interesses Privados: Alexandre Zarias. - São Paulo: Anpocs, Aderaldo & Rothschild: Anpocs, 2005. 269p.
ISBN 85-271-0684-1
R$ 35,00
Descrição: Negócio Público e Interesses Provados é um estudo sobre o intricado jogo de negociação sobre as noções de “doença” e “incapacidade civil”, que tem lugar nos processos de interdição. Nesta obra, Alexandre Zarias deslinda as dores e as tramas contidas nas ações judiciais, trazendo ao leitor uma análise crítica sobre as relações existentes entre a medicina, o direito e as famílias. Premiado no Concurso CNPq-Anpocs de obras científicas e teses universitárias como a melhor dissertação de mestrado em Ciências Sociais de 2004, este livro permite ao leitor adentrar o universo dos tribunais e destaca o papel desempenhado pelo cientista social na compreensão dos ritos e processo jurídicos. O autor, inspirado na novela A Interdição, do romancista francês Honoré de Balzac, traz a público, de modo original, os resultados de sua pesquisa, que muito interessa aos profissionais da saúde, do direito e das humanidades preocupados em compreender os modos de funcionamento da justiça do Brasil.
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O que faz os Ricos ricos - o outro lado da desigualdade brasileira: Marcelo Medeiros - São Paulo: Anpocs, Aderaldo & Rothschild: Anpocs, 2005. 299p.
ISBN 85-271-0683-3
R$ 40,00
Descrição: Eles são poucos, mas detêm uma fatia enorme de riqueza no País. Por meio de uma análise detalhada dos ricos, este livro ajuda a entender por que o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. O livro é fruto de uma longa pesquisa que foi premiada com melhor tese de doutorado em Ciências Sociais do Brasil pela ANPOCS em 2003. Nele Marcelo Medeiros mostra que ao conhecer melhor que sobre os ricos teremos melhores ferramentas para reduzir a miséria no País e tornar a sociedade mais igualitária.
Movendo-se em um terreno cheio de controvérsias e preconceitos, Medeiros usa de forma criativa instrumentos criados para o estudo da pobreza para olhar para o outro lado da sociedade, os ricos. Um de seus objetivos é testar uma série de hipóteses para explicar por que os Ricos são ricos.
Provocante na medida certa, o livro põe por terra várias das idéias convencionais sobre o que leva as pessoas a ocuparem o topo da pirâmide social. Famílias parcimoniosas, maior operosidade no trabalho, massificação da educação, nada disso é suficiente para explicar por que alguns poucos são tão diferentes dos demais.
Escrito em uma linguagem clara e objetiva, este livro leva o leitor a testar seus limites e refletir sobre o que é realmente preciso para a construção de uma sociedade mais justa.
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Para onde vai a pós-graduação em ciências sociais no Brasil: Carlos Benedito Martins (org.) - Bauru, SP: Edusc, Anpocs, 2005. 268p.
ISBN 85-7460-309-0
R$ 35,00
Descrição: A sociedade brasileira conta hoje com um sistema de pós-graduação sólido e diversificado nas Ciências Sociais. Dezenas de programas de Mestrado e Doutorado em Antropologia, Ciência Política e Sociologia atuam em universidades de diversos estados da Federação. Neste livro – planejado pela ANPOCS e elaborado por especialistas de destaque, coordenados por Carlos Benedito Martins – encontram-se balanços qualitativos da trajetória do conjunto desses programa, bem como perspectivas para seus desenvolvimento.
Indo mais além, os autores fazem prospecções sintéticas e críticas sobre o saber acumulado e o devir de suas disciplinas, o que torna o livro valioso também para os interessados na tradição e nos desdobramentos recentes das Ciências Sociais. O texto ainda pode ser lido como uma introdução aos debates polêmicos que sempre cercaram a Antropologia, a Ciência Política e a Sociologia em seus aspectos empíricos, teóricos e metodológicos, sob a luz de diversas correntes de pensamento que se sedimentaram nas universidades brasileiras, especialmente na Pós-Graduação.
Em suma, pesquisadores das Ciências Sociais em particular e das Ciências Humanas em geral têm muito a ganhar com as discussões propostas nesse livro. (Por Marcelo Ridenti, Unicamp)
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Carismáticos e Pentecostais: adesão religiosa na esfera familiar: Maria da Dores Campos Machado. - Campinas, SP: Autores Associados; São Paulo, SP: Anpocs, 1996. 221p.
ISBN 85-85701-33-1
R$ 10,00
Descrição: Premiado pela ANPOCS – como a melhor Tese de Doutorado 1994, o trabalho apresentado neste livro traz contribuições significativas para a compreensão do reavivamento religioso nas sociedades contemporâneas. Trata-se de um estudo dos processos de conversão e adesão ao Pentecostalismo e à Renovação Carismática Católica, com o objetivo de verificar as consequências não-intencionais da opção religiosa no mundo privado. Místicos e emocionais, esses movimentos compartilham a ideologia da igualdade espiritual, favorecendo pelo menos em princípio, a revisão dos tradicionais arranjos familiares. A verificação dessa hipótese levou ao exame da relação entre religiosidade e gênero – motivações e formas de participação de homens e mulheres –, assim como do impacto do engajamento religioso no relacionamento familiar. Identidades de gêneros, fortalecimento da auto-estima feminina, distribuição das responsabilidades, comportamento sexual e planejamento familiar são alguns dos temas que tornam este livro atraente mesmo para aqueles que se encontram além das fronteiras da Sociologia da Religião.
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Torcidas Organizadas de Futebol: Luiz Henrique de Toledo. - Campinas, SP: Anpocs, Autores Associados, 1996, 176p.
ISBN: 85-85701-19-6
título esgotado
Descrição: A publicação do livro de Luiz Henrique de Toledo, resultado da pesquisa que desenvolveu no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP e que mereceu o prêmio, outorgado pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa de Ciências Sociais, de melhor dissertação no mestrado de 1994, não poderia ter ocorrido em momento de mais oportuno. Passado o momento de maior agitação, principalmente na mídia, em virtude de incidentes envolvendo alguns desse agrupamentos torcedores na capital paulistana, abre-se um espaço para pensar tais formas de organização e lazer dentro de um quadro mais abrangente e é justamente essa a contribuição de seu estudo. Ao invés de tomar o fenômeno apenas como o produto, e no momento pontual de sua manifestação, o autor se dispôs a captar, como um processo, a dinâmica das torcidas organizadas não apenas nos estádios por ocasião dos jogos mas nas sedes, quadras, trajetos de ruas viagens e atividades rotineiras. Surge, então, um universo de variadas dimensões e recortado por uma série de códigos: das cores, das roupas e adereços, dos cantos, das expressões verbais, da música...
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Os desbravadores - A Petrobras e a construção do Brasil industrial. Edelmira Del Carmen Alveal Contreras. - Rio de Janeiro, Anpocs, Relume Dumará,
1994, 243p.
ISBN: 85-85427-98-1
R$ 10,00
Descrição: O texto de
Edelmira del Carmen Alveal Conteras tem a vantagem de reunir, num só trabalho,
um relato histórico da trajetória da Petrobras com uma análise minuciosa das
condições que, a despeito das dificuldade e rupturas em diferentes momentos,
garantiram a continuidade e o relativo sucesso da estatal de petróleo, da época
de sua implantação – nas fases iniciais de industrialização substitutiva – até
o momento presente, marcado pelas incertezas do contexto neoliberal. Daí a
relevância da contribuição da autora nesta que foi considerada pela premiação
da ANPOCS a melhor tese de doutorado em Ciências Sociais de 1993: a de perceber
criticamente o papel cambiante de uma empresa estatal que se adapta a novas
realidades, calcada na visão e no papel ativo de suas lideranças no que diz
respeito a redefinição de prioridades e ao seu escopo de atuação. Tudo isto,
ademais de incluir um cuidadoso acervo documental, torna o trabalho de Carmen
Alveal possivelmente o mais completo até hoje escrito sobre a Petrobrás, no seu
papel de mais importante das empresas brasileiras, públicas ou privadas.
Tive o privilégio de acompanhar
o desenvolvimento do trabalho de suas diferentes fases, na qualidade de
orientador da então aluna do programa de doutorado em Ciência Política do
IUPERJ. E é com grande entusiasmo que vejo a obra vir a público, certo de que o
leitor, seja como um curioso ou aficionado pelo mito Petrobras, seja como um
estudioso da história recente do capitalismo industrial no Brasil, em muito se
beneficiará da análise desenvolvida nesse livro. (Por Renato R. Boschi, Iuperj)
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Política e políticas de uma energia alternativa: o caso do proálcool: Maria Helena de Castro Santos. - Rio de Janeiro: Anpocs, Notrya, 1993, 352p.
ISBN: 85-85622-08-3
R$ 10,00
título esgotado
Descrição: O texto de Maria Helena de Castro Santos sobre o processo de tomada de decisão da política do álcool combustível traz contribuição pioneira ao campo da representação de interesses em regimes autoritários, que sem dúvida merecerá a atenção de estudiosos dessa área, sem falar, é claro, da área de análise de política (policy analysis). O regime autoritário brasileiro pós-64 tem sido considerado como o arquétipo do regime “autoritário-corporativista”. O texto mostra, contudo, que este não é o caso numa área de politica que , dada a recorrência de questões importantes e a diversidade de interesses afetados, pareceria particularmente adequada ao estabelecimento de fortes arranjos corporativistas. Pesquisa de boa qualidade lança, assim, dúvidas sobre a validade de concepções que são comumente aceitas a um nível maior de agregação. (Por Guillermo O’Donnell, Diretor Kellogg Institute, University of Notre Dame)
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Os dilemas do novo sindicalismo - Democracia e política em Volta Redonda: Wilma Mangabeira: tradução de Vera Pereira; revisão técnica técnica da autora, Anpocs, Relume Dumará: Anpocs, 1993, 247p.
ISBN: 85-85427-48-5
R$ 10,00
título esgotado
Descrição: Mais de uma década após o surgimento do chamado “novo sindicalismo”, nascido das greves do ABC paulista em 1978, é preciso analisar seus avanços e seus dilemas. Escrito inicialmente como uma tese de doutoramento, baseada em uma pesquisa entre os metalúrgicos da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda – tese que mereceu o prêmio ANPOCS-1992 –, este livro examina como se desenvolveu esse “novo sindicalismo”. Foi ele o capaz de quebrar como o sindicalismo populista e com o sindicalismo burocrático do passado recente? Pôde desenvolver formas mais democráticas de gestão? A promessa de uma forma “nova de se fazer política” foi cumprida, ou, com o passar do tempo e a institucionalização do movimento, teriam as lideranças se transformado numa oligarquia política com nova roupagem? ...
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Idéias em movimento - A geração 1870 na crise do Brasil-Império: Angela Alonso. São Paulo: Anpocs, Paz e Terra, 2002, 392p.
ISBN: 85-219-0469-X
título esgotado
Descrição: "Idéias em Movimento" ousa revisitar um tema bastante experimentado no pensamento brasileiro ao longo dos anos. Recusando as visões canônicas voltadas a analise da geração de 1870, Angela Alonso persegue de maneira renovada e instigante um problema sociológico crucial, manifesto na busca dos sentidos gravados pela experiência social na vida cultural. Na trama das suas reflexões, a socióloga explode concepções consagradas, tecendo seu argumento na relação entre formas de pensar e ação dos sujeitos imersos naquela específica conjuntura política finissecular, identificada com o ocaso do Império. Cristalizada a questão de fundo, as expressões político-intelectuais são reveladas no modo singular de assimilação das idéias forâneas, construído segundo a lógica de contextos vivenciados pela unidade geracional. A opção por abordar o movimento intelectual na esteira do processo político-social em curso resultou no enfrentamento de questões analíticas de grande envergadura, que se desdobram no apuro da tensão característica das obras, pré-figuração da crise difundida em todos os domínios da sociedade. Brotam das páginas iluminadas desse livro inquietações que ainda hoje nos atormentam, divisadas em atitudes impregnadas de “elitismo benevolente”, prolongamento de orientações reformistas continuamente recriadas, modulação dominante da nossa história intelectual. (Por Maria Arminda do Nascimento Arruda)
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Na trilha do jeca: Monteiro Lobato e a formação do campo literário no Brasil: Enio Passiani. - Bauru, SP: Edusc, 2003. 276p.
ISBN 85-7460-209-4
R$ 25,00
Descrição:
quem seguir com Enio Passiani na Trilha do Jeca fará sem dúvida uma bela instigante viagem. Mas, nem por ser instigante e belo, deixará o percurso de gerar perplexidades: mas como? Não era aqui que ficava aquela cachoeira? será mesmo? e onde foi parar aquele baita viaduto?
O caso é que a viagem de Enio desarranja cartografias. Sobretudo a dos viajantes com passaporte carimbado por alfândegas modernistas. Estes poderão estranhar as trilhas e antecipar a viagem sujeita a alguns solavancos e outros tantos desassossegos.
Mas é o preço que se paga por retraçar mapas. Tudo porque Enio faz perguntas instigantes: como era o mundo cultural do Brasil paulista ao tempo de Lobato? O que este mundo explica do Lobato editor, e o que estes Lobatos explicam deste Brasil?
Nas pegadas de Bourdieu Enio encontra roteiro seguro para esmiuçar o que se denomina campo literário: as amizades, as relações familiares, os tráficos de influência, as manhas de mercado e as artimanhas dos editores, os discursos autorais e as expectativas dos leitores... enfim, os vários elos de um sistema literário.
Este sistema – em suas sucessivas configurações – pode ser melhor compreendido a posteriori quando se cristaliza nos compêndios de história e de crítica literária. É nesses compêndios que Enio Passiani encontra outras pegadas para avançar no rastro do Jeca, levando seus leitores a uma compreensão mais dialética de um momento ímpar da cultura brasileira: o tempo de Lobato. (Por Marisa Lajoto, Unicamp)
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Religião como tradução: Missionários, tupi e "tapuia" no Brasil colonial: Cristina Pompa: Bauru, SP: Anpocs, Edusc, 2003, 444P.
ISBN: 85-7460-213-2
R$ 40,00
título esgotado
Descrição: Este livro se insere na trilha de pesquisas que procuram reescrever a história da América Indígena, mostrando um mundo de mudanças, adaptações e negociações, de constantes redefinições identitárias. Tal perspectiva rompe com a imagem da sociedade colonial tradicionalmente construída pela antropologia e pela historiografia, na qual os índios e evangelizadores aparecem como blocos monolíticos, opostos e irredutíveis.
Lançando mão de fontes inéditas e de documentos já conhecidos, a autora desenvolve um estudo minucioso em que demonstra que o processo de construção simbólica do Outro tem suas razões nos primeiros contatos entre missionários e Tupinambá do litoral, no século XVI, mas não se esgota com a virada do século, com a suposta extinção ou “assimilação” dos Tupinambá. Essa história continua, de outras formas, em todos os lugares e com outros índios.
É apresentado aqui o estudo desse percurso, que acrescenta uma outra dimensão ao panorama das pesquisas sobre o mundo indígena colonial: o sertão do Nordeste no século XVII, onde os “Tapuia” disputaram com os missionários tempos e espaços de poder simbólico.
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Pensamento social no Brasil: Octavio Ianni. - Bauru, SP: Anpocs, Edusc, 2004, 366p.
ISBN:85-7460265-5
título esgotado
Descrição: O livro é composto por alguns ensaios inéditos e outros publicados em momentos diversos. Segue uma linha explicativa que os une e lança luz para a compreensão do pensamento social brasileiro: percebe como totalidade o processo de construção desse pensamento. Primeiramente, mostra como as idéias se constituem como forças, atuam na definição dos caminhos trilhados pela sociedade. Isto é, constituem-se em fator, expressão e reflexo do destino dos grupos sociais no Brasil.
Em um segundo nível, aponta o paralelismo existente entre a produção das interpretações do país e as crises políticas. Assim, configuram-se como marcos privilegiados desse processo, a independência, a república, o desenvolvimento, as ditaduras, a transição democrática. Nesse momentos em que a sociedade precisa repensar-se, os elementos que pareciam construídos numa continuidade fundando uma aparente ordem social mostram-se desarticulados e torna-se necessário conferir-lhes um novo arranjo. Auxiliar na constituição de uma nova articulação acaba sendo a tarefa que os pensadores propõem-se a executar.
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A propósito de águas virtuosas. Formação e ocorrências de uma estação balneária no Brasil: Stelio Marras.- Belo Horizonte: Anpocs, Editora UFMG, 2004. 479p.
ISBN 85-7041-409-9
R$ 40,00
Descrição: Pequenas cidades podem, pela caneta de um autor, tornar-se imensas. Esse é o caso de Poços de Caldas, estação balneária sul-mineira, na qual Stelio Marras apresenta o embate entre um mundo rústico e a humanidade dos costumes e da ciência.
O protagonista desse embate são as águas sulfurosas, para as quais confluem diretamente personagens – romeiros e ex-votos, coronéis e políticos, médicos e elites mundanas. As águas que curam e fundam a cidade irão, com efeito, ditar tanto a sua ascensão em tempos belle époque, como a sua queda, em tempos de farmacoterapia e migração do mundanismo para outras searas. As águas enfraquecem. Devido à sua escrita engenhosa e original, A propósito de águas virtuosas não cabe em fórmulas restritas. Com a minúcia de uma monografia antropológica, passa do parentesco à política, e desta à cosmologia, sob o rigor de uma análise histórica e sociológica que atravessa três séculos e enfrenta a mudança social, capturando a modernização em seus diferentes matizes. Ensaístico a literário, este livro devolve as ciências sociais um pulsar intelectual há muito perdido. É um reencontro com a melhor tradição do pensamento brasileiro.
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As seduções da ordem. Violência, criminalidade e administração da justiça - Minas Gerais, século 19: Ivan de Andrade Vellasco. - Bauru, SP: Anpocs, Edusc, 2004. 330p.
ISBN 85-7460-263-9
R$ 35,00
Descrição: A historiografia sobre o século 19 está passando por uma grande renovação graças às dissertações e teses que vêm sendo produzidas nas universidades. Em Minas Gerias, particularmente, pesquisas recentes estão alterando a compreensão que se tinha da província. Este livro de Ivan de Andrade Vellasco contribui substancialmente para a tarefa renovadora. Seguindo pistas abertas por Patrícia Ann Aufderheide em 1976, o autor mergulha em dados sobre processo, crimes, réus, vítimas e testemunhas da antiga comarca do Rio das Mortes, garimpados nos arquivos locais. O exame dos dados revela intendo e complexo processo de interação entre a população e o sistema judiciário, que passava por um processo de reforma e consolidação. O judiciário não aparece como simples mecanismo repressor do Estado, nem como mero instrumento do poder privado. Aparece também, e de maneira significativa, como mecanismo de regulação de conflitos pessoais. Ricos e pobres; livres, forros e escravos; brancos, pardos e negros, pessoas de origem social diversa recorrem ao sistema para obter compensação por violação de direitos.
Não diferem muitos os crimes mais comumente praticados em todos os estratos sociais: homicídios, ofensas físicas, furtos e roubos. E eles se verificam, sobretudo, entre pessoas de estratos idênticos: ricos contra ricos, pobres contra pobres, escravos contra escravos. Além do uso do judiciário, os dados mostram redução da lentidão na tramitação dos processos e queda de criminalidade ao longo do século, possíveis consequências das reformas da polícia e das instituições judiciais empreendidas entre 1830 e 1875. Este trabalho, e outros semelhantes sobre o funcionamento do judiciário no século 19, têm alcance que ultrapassa o âmbito do crime e do castigo. Ajudam a esclarecer a própria natureza da relação entre o Estado que se forjava e a sociedade da época. Mostram a inadequação de abordagens dicotômicas, Estado contra sociedade, e reducionistas, tudo é Estado ou tudo é sociedade, e também da visão puramente repressora da máquina policial e judiciária. Há repressão, mas há também negociação e aproximação dos mecanismos legais pela população para fazer valer seus direitos. É um aprendizado lento e precário, mas ele existe, e seus estudo aprofunda nosso conhecimento da formação do Estado imperial. De algum modo, os novos estudos mostram o que Martins Pena já percebera em deu O Juiz de Paz na Roça. Leia-se Ivan Vellasco, releia-se Martins Pena. (Por José Murilo de Carvalho)
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